sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Seis por meia dúzia

ACM tinha razão. Heloisa Helena não é o político que a maioria pensa que é. O “barão do poder” baiano preferiu perder o mandato de senador, violando o placar eletrônico do Senado, para provar que ela tinha votado contra a cassação do também senador Luiz Estevão. E mais. Nos oitos anos de mandato de senadora HH não aprovou nenhum projeto na Casa que trouxesse benefícios para Alagoas, sobretudo, para a sua região de origem, massacrada pela seca e pela falte de oportunidades para a juventude sertaneja. Soma-se a isso, o fato de, durante a operação Taturana, não se ouviu Heloísa se pronunciar contra “os gigolôs do dinheiro público”, nem contra os “barões do poder”, por que de cara Cícero Ferro mandou um recado silencioso que calou a “arauto dos bons costumes”. Silêncio. Essa foi sua resposta. Daí, ela trocou de partido, criou um outro e voltou para Alagoas, pousando de boa moça e pediu a juventude local (para quem ela nunca deu a menor atenção) voto para um mandato de vereadora. Ao invés de trabalhar pelos jovens da capital, principais vítimas do craque. Helena usou a tribuna da Câmara Municipal para chamar uma colega parlamentar de “porca”. Eliane. A mim interessa a perda de seu mandato; afinal os 30 mil votos não legitimam a falta de decoro parlamentar. Não existe um complô contra Heloisa Helena, pois o principal inimigo da vereadora é ela mesma. E quando a gente achava que ela não tinha mais para onde ir, acontece a morte do padre (que costumava levar muitos garotos para a sua casa, onde eram servidas rodadas e mais rodadas de bebidas alcoólicas, segundo seus próprios vizinhos). Ao invés de seu discurso ser contra a violência, ela usou a tribuna da casa para dizer que associar a morte do padre a um crime de homofobia desestabilizava a imagem de um homem bom e generoso (sem dúvida que ele era generoso. Ele dava tudo para os garotos com os quais ele bebia todos os finais de semana). A população de Maceió está indignada e decepcionada com o comportamento da parlamentar. Basta perguntar nas rodas de conversas o que o povo está achando do comportamento de Heloísa. Ouça a voz do povo. Podere.

Consciência

Seguindo determinação nacional da CUT, o Sindicato dos Urbanitários de Alagoas realizou nos dias 06 e 07deste mês o I Encontro da Juventude Urbanitária, na Barra de São Miguel. A ideia era criar o Coletivo da Juventude Urbanitária (uma proposta deve ser seguida também por todos os sindicatos grandes da CUT). Ao final do encontro, foi constituído o coletivo de juventude e sua respectiva coordenação que terá o seguinte critério de composição dos membros. Ele devem ser jovem; ser mulher; ser negro ou negra; e ser homossexual. Moderno.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Discriminação mata também

O Ministério da Saúde realizou entre os dias 6 e 29 de abril deste ano a discussão Prevenção na Rede: Fórum Virtual de DST e Aids, pela internet (um resumo das principais discussões já está disponível no site aids.gov.br), que revelou que no Brasil a prioridade nessa área deve ser a de aprimorar as estratégias já existentes. O desafio, apontado no relatório, é manter as ações governamentais para barrar o avanço da epidemia e, ao mesmo tempo, respeitar as escolhas pessoais e a autonomia de cada indivíduo. Os debatedores concluíram também que ainda são gritantes os obstáculos estruturais, como desigualdade de gênero, pobreza, homofobia e racismo. Numa coisa todos participantes concordaram: a prevenção da Aids como direito deve ser assegurada de forma universal e equitativa por meio da articulação das ações do Estado e de todos demais atores envolvidos na resposta à epidemia. Para o governo, o Fórum contribuiu para o aprimoramento da política de prevenção e colocou o tema no centro do debate sobre a epidemia, contribuindo para a qualificação das discussões já existentes. Tudo isso, vai servir de base para a elaboração do VIII Congresso Brasileiro de Prevenção das DST e Aids, em 2010.

Diga sim

Você é a favor da aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que pune a discriminação contra homossexuais? Esse é o tema da enquête que o Senado está realizando há uma semana no site oficial da instituição. Até ontem, o placar registrava 48% para sim, contra 52% para não. Até então, haviam votado 12.065 brasileiros. Confirme Claro que essa participação ínfima de internautas na enquête não representa necessariamente a opinião da população brasileira, mas dá para mesurar o que passa na cabeça da nossa população (ao menos, a população que navega na rede mundial de computadores). Faça sua parte (senado.gov.br).

Avanço

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta terça-feira (10), projeto de lei que torna crime a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais. A proposta (PLC 122/06), de autoria da então deputada Iara Bernardi, foi aprovada na forma de substitutivo oferecido pela relatora, senadora Fátima Cleide (PT-RO). A matéria agora será examinada pelas comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CJC). A proposta original incluiu a punição de atos discriminatórios por sexo, gênero ou orientação sexual na lei que pune a discriminação por racismo, religião ou local de nascença (lei 7.716/89).

Desigualdades de gênero

As doenças relacionadas à Aids são a principal causa de morte e agravos entre mulheres em idade fértil em países de baixa e média renda, especialmente na África. Essa é a conclusão do relatório Women and Health: Today’s Evidence, Tomorrow’s Agenda (Mulheres e Saúde: a evidência de hoje, a agenda de amanhã). Também globalmente, as relações sexuais desprotegidas são o principal fator de risco relacionado à a morte de mulheres em idade fértil. Esses dados sustentam o argumento de que a saúde feminina vem sendo negligenciada em uma multiplicidade de áreas, devendo agora ser considerada uma prioridade urgente. O relatório afirma que as mulheres e meninas são especialmente vulneráveis à infecção pelo HIV devido a uma variedade de fatores biológicos e sociais.

Procura-se

O Grupo Gay da Bahia (GGB) está oferece recompensa de R$ 500 a quem informar o paradeiro de Rogério (foto), principal suspeito de assassinar o apresentador de TV Jorge Pedra, morto no dia 1º de novembro num hotel no Largo Dois de Julho, no centro da capital baiana (onde Vadinho de D. Flor morreu). Jorge Pedra foi assassinado a facadas no começo da noite do domingo (1º novembro), segundo informações da Central de Telecomunicações das Policias Civil e Militar (Centel). É assim que uma sociedade consciente trata seus cidadãos, sem subterfúgios, nem querendo tapar o sol com peneira.
A festa No próximo sábado, a porta do K-Fofo vai bombar de gente bonita e atenada. É a noite da The Party, uma mega festa que leva a assinatura do promoter Chico Vida (agora em carreira solo). Isso, um motivo. O outro é que nessa noite será comemorando os seis anos de inauguração da super top drag Pântala Butterfly, que não para de ferver e arrasar os salões por onde passa (uma referência). Para celebrar com estilo as bodas de purpurina da bee, vão se revesar nas pick ups os DJs Sandro Marques e o paulista Rafael Lelis. Super estrutura de som e luz, mais gogo boys e mais as bonitas. O K-Fofo é na Barão de Jaraguá. A partir das 23h.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Vote pró-LGBT. Vote pela vida.

37% a favor. 63% contra. Esse é atualmente o placar da enquete que o site do Senado está realizando para saber a opinião da população brasileira a respeito do PEC 122/06 que criminaliza a homofobia. Não podemos perder mais essa. Acesse http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0 e carimbe seu voto. Ah! aproveite e repercuta entre os amigos. Precisamos fazer essa corrente para frente.

Eu tenho medo. E vc?

A 1ª Diretoria LGBT da União Nacional dos Estudantes chocou com o ato de homofobia ocorrido na Marcha Nico Lopes, tradicional evento político cultural realizado na Universidade Federal de Viçosa/MG. Foi dia 31 de outubro. Durante a marcha uma bandeira do Orgulho LGBT foi queimada por estudantes que participavam do evento, após esta ter caído do trio do DCE/UFV onde estava amarrada. A bandeira foi colocada lá por estudantes que participavam do bloco “Vitória grita contra a Homofobia: pode ser seu pai, sua mãe, sua tia”, para reafirmar o combate a homofobia e a pela diversidade sexual. Para a diretoria LGBT da UNE, a queima da bandeira simboliza “quão distante estamos da sociedade igualitária, democrática e livre de opressões pela qual lutamos”

Não gosta de gay, nem de mulher. Ué!!!

Foi com essa cara que o goleiro polonês Arek Onyszko (foto), de 35 anos, ficou quando soube que estava demitido do clube europeu, o FC Midtjylland, da primeira divisão do futebol dinamarquês. É que os cartolas nórdicos não gostaram das declarações que ele fez em sua autobiografia em que diz que "detesta homossexuais". No livro "Fucking Polak", Arek afirma que é "lamentável ter de ouvir eles falarem uns com os outros como se fossem mulherzinhas. Não consigo estar no mesmo espaço que um homossexual. Vejam como eles se beijam. É doentio". Mas, ele também não gosta de mulher. Em junho, ele foi condenado a três meses de prisão por agredir sua ex-mulher. Na época, Arek também foi demitido do time que em que atuava.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Consumo

Na nova linha de estampas de camisetas da American Apparel, duas delas são pró-gays. Um traz a imagem (foto) de dois homens abraçados durante a Parada Gay de West Hollywood, em 1984. Relíquia. As camisetas custam US$ 30 (R$ 51) e podem ser adquiridas no site da marca (americanaapparel.com). Já um tempo que a American Apparel cria produtos para o público gay. No ano passado, em resposta à chamada Proposition 8, que proibiu o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia, a grife lançou a série de camisetas "Legalize Gay", com o intuito de promover a diversidade sexual. Isso teve um preço. Este ano, lojas da marca em Washington foram atacadas por vândalos que pediam para que as camisetas fossem retiradas das vitrines.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Cão dos infernos

Êbááááá! Enfim, enquanto a gente comemorava a possibilidade de uma vacina criada por pesquisadores pernambucanos, própria para destruir o vírus HIV no organismo humano (grosso modo, a vacina re-ensinaria os anti corpus a destruir o HIV); segundo reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo, um novo método de combate ao vírus foi descoberto por pesquisadores americanos (lá, a técnica consiste em uma proteína presente nas células que é capaz de domar o vírus). Segundo os especialistas do novo método e que foram entrevistados sobre como funciona, eles explicaram que age como uma coleira que acorrenta o vírus e impede que ele inicie a invasão de outras células do organismo. Está sendo conhecida como “técnica coleirinha”. Porém, a matéria revela que o HIV é capaz de se livrar da coleira protéica. Os médicos atentam para o fato de que o entendimento dos detalhes desse mecanismo pode trazer pistas para fortalecer o sistema de corrente. "Nas células onde a 'coleirina' está funcionando bem, esperaríamos que a replicação viral ficasse atenuada. Não sabemos a que ponto isso afetaria a carga de vírus no organismo ou a transmissão para outros indivíduos, mas é razoável imaginar que um desses parâmetros, ou ambos, seriam reduzidos", disse à Folha Paul D. Bieniasz, coordenador do grupo de pesquisa, do Centro Aaron Diamond de Pesquisa Sobre Aids (EUA). Metodologia A ‘coleirina’ é uma espécie de ganchinho espichado para fora que costuma ficar atravessada na membrana que envolve as células. Com essa informação os cientista fizeram um teste com o HIV pra ver o que acontece com ele quando tenta sair de uma célula infectada.Observaram que a "coleirina" se mistura ao envelope que protege o vírus e se transforma numa espécie de âncora. Quando preso, o parasita (vírus HIV) não consegue contaminar outras células.